psychologist talk

psychologist talk

"Hello psychologist, i've come here to talk
There is a thing i need to figure out
And please don't question me cause then i might walk
And will not make out what it's all about

It's my mentality or maybe my heart
And i don't know if i am weak or strong
When someone does me an injustice it starts
Then i turn feeble and my drive is gone

'Cause I start feeling sorry for the nuisances
And I start feeling sorry for myself
And i start feeling sorry for this stupid situation that appears
When my anger starts to cry" --- When my anger starts to cry - Beady Belle&Saint Germain

Cansada...
Embora não tenha feito muito, é verdade...
Só não consigo descansar...
Voltei a ter que pedir "pára de falar um pouco..."
Chego a um ponto de cansaço em que já não preciso só do meu espaço de solidão...
Estou cansada...mas não sei de quê...as ideias circulam a uma velocidade excessiva e não deixam mais nada passar...nem tenho noçao da velocidade.
Não estou bem há tempo demais...
Sinto-me a única no meio de todos q ter que deixar o que sinto para poder manter o controlo...
Semana passada: receber amigos, juntar amigos, organizar um evento, ajudar a resolver situações que embora não me envolvam directamente me afectam de uma maneira ou de outra...e ainda manter o sorriso...
A certa altura voltei a tremer. Parecia calma...mas com muito frio...tremer de medo, acho.
Não falo, não choro, não ralho, não manifesto nada. Nem quero acreditar no que sinto...e deve ser isso que se reflecte apenas numa reacção física que podia ser um mero reflexo de mudança de temperatura.
Ninguém se apercebe...eu não me apercebo.
Mas descubro aos poucos que vão sendo os reflexos de muito mal por resolver, de todo o mal que me faz sentir tão crescida...

E ninguém ouve ou vê esse estado...

Falar para quê?

Falar para quê?

Qual a diferença?...dizer ou não dizer...eu posso saber e todos podem saber que sei. Mas fingem e eu finjo com eles. Porque é que a frontalidade já não existe? A situação fecha-me em mim e eles desistem. Falar tornou-se um problema, uma relíquia. Já não se diz o que importa. Fala-se num tom de brincadeira, dizem-se disparates e os assuntos sérios guardam-se. Sinto que a qualquer altura vou explodir e vai sair mesmo o que não quero dizer.
Lido com a situação no inconsciente...cá fora está tudo bem.
Mais uma vez, brinca-se ao teatro, inventou-se um jogo. Os tempos modernos deviam permitir-nos uma abertura ao exterior, a liberdade de falar, de expressar. Mas no meio de tanta liberdade parece que ninguém sabe o k fazer com ela.

Vai ser mais uma noite mergulhada em sonhos que me acordam o inconsciente e o trazem cá fora...para acordar cada vez pior.

*

5:30 am

5:30 am

Há coisas que por menos más que sejam, por estarem tão perto de nós nos afectam mais do que deviam... Têm vindo a passar-se coisas menos confortáveis na minha vida, às quais me tenho que habituar. Chocam-me por estar irritantemente mimada e sentadinha no meu lugar a espera que nada nem ninguém mude. Acho que tenho sido eu a manter-me quieta enquanto observo o mundo e os outros mudarem.
Primeiro os amigos (lá) que mudaram...tudo se juntou e deixei de sentir aquele intervalo que "me pertencia".
Agora estou aqui sentada, saída da cama por tremer de tanto de medo...medo de ouvir, de sentir de perto o que passa ali ao lado. Ligam-se os auscultadores e escreve-se para não sentir na pele, para que a palavra escrita represente um falso desabafo a alguém que ouve e compreende. Não há nada de errado no que passa no lado de lá da porta, só mesmo do meu lado...

Mais um "eles"...mais uma noite enterrada no pensamento egoista de estar do lado de fora...e de relembrar que já estive do lado de dentro. Um dia vou conseguir gostar de mim e deitar fora este lado mau...sinto-me tão mas tão má. Realmente a razão não consegue dominar este sentir...
...

Parte boa do dia: estive naquele sitio em que um dia vi o sol nascer. Faltavam umas horas para ele acordar...so deu para ver a noite la de cima. Mas o vento entrou...respirei, ainda que por pouco tempo...e senti tempo demais!

Let the air move me

Let the air move me

Não posso dizer mais nada...o estado continua e não quero falar mais desse estado!

"The real troubles in your life are apt to be things that never crossed your worried mind" --- vamos pensar assim!

Cookies & Chocolate fora da validade

Não vale a pena, nem tentar sair, nem tentar que eles entendam. Não vale a pena escrever, falar...se calhar não sei mesmo comunicar.
Ele diz que me faço de vitima e so por isso fiz um esforço, chamei o meu orgulho e fingi que podia. Por momentos até a mim mesma me enganei, pensando que estava tudo igual. Mas há coisas que nos ficam cá dentro e que não esquecemos tão rápido.
Há ligações que mudam e por mais que tente cá dentro não dá. Que se lixe se mais ninguém entende, que se lixe se "não fica bem". Eu gosto das pessoas na mesma e se elas gostarem de mim não vão levar a mal.
Voltou a insultar-me nesta treta do virtual. Mas este virtual não é o que parece...Já estranhava essa simpatia, essa preocupação...esse "gosto de ti".

Não podemos ficar bem do nada. Há coisas que se atravessam entre nós. Não somos só dois velhos amigos, dois ex-"sei la o que"...o "ex" diz mais do que parece, diz mais do que falecido, morto e enterrado. O sentimento morreu mas outras coisas sem nome ficaram pelo meio.

Quero-lhe muito bem...mas "os bolinhos com chocolate" já não entram no estomago. Cookies and chocolate diz mais do que parece...

(há coisas que ele não sabe...há coisas que tive que engolir, que não lhe posso contar...) Isto de ter que andar a servir de conselheira sentimental das amigas com os ex nao resulta mt bem...mas eu tento, juro que tento. E é nessa altura que oiço, paro por um segundo, estabilizo, mostro um sorriso e tento responder abstendo-me do que isso pode significar a nivel pessoal. Nesse segundinho vem aquela Firewall que filtra o que se sente e permite uma resposta neutra, de uma pessoa que simplesmente conhece os dois intervenientes e que responde como uma máquina carregada de informação e programada para dar respostas que não sente.

(eu sei que isto não se percebe...mas não consigo traduzir)

*

Standby

Standby

A falta que faz um "online"...um único. Até podiam estar 40 online, mas por este único o silêncio instala-se.
É por isto que não posso continuar a ve-lo, a imaginar onde estará ou com quem...sei onde, sei com quem. Conheço os dois. Sáo meus amigos. Sei que estão bem...e eu estou aqui bem longe. Mas se estivesse la, estaria a ser a barreira do "eles" que comigo não funciona. Funciona com cada um individualmente, mas não funciona no conjunto.
Já consegui habituar-me muitas vezes a ficar sem este "online", seja ele virtual ou uma presença física, mas cada vez que volto a este contacto agarro-me a ele como companhia de sempre.

Volto ao desmame, ainda que não me seja imposto por ninguém, vai ser desta vez imposto por mim. Por gostar de mim, por querer confiar em mim no que sou, por querer depender de mim sozinha, ainda que não afastada de incluir muita gente no coração...mas aprender que há pessoas que vão e voltam. Por mais que magoem, por mais que deixem marcas, podem sempre voltar e ter o seu espaço, mas não posso deixar que isso me faça crer alguém especial para sempre...

As pessoas são mesmo um ser estranho...conhecem-se, gostam umas das outras, para isso sirva muitas vezes de motivo de afastamento. Conhecer não devia significar aproximar? Não falo das pessoas que afastamos por percebermos como são...falo daquelas que fogem por conhecermos bem demais (mutuamente).

Vou para o meu offline que nem sempre é off...é mais um standby de sentimentos.
(Esta cena da multimedia anda a modificar a minha linguagem comunicativa)

Silêncio por favor

Quando comecei este blog foi com intenção de não fazer dele mais um, igual a todos. Tdoa a gente tem um blog e todos nos servimos deles para descarregar o nosso pior lado. Esse lado que vem sempre antes do melhor. Mas não consegui...Tem que existir um lugar one possa depositar todo este "pior". E a verdade é que agora não existe "melhor".
Tudo à volta destrói a confiança que tenho ou que devia ter em mim. No fundo, a confiança que nunca alcancei verdadeiramente depois do que aconteceu há tanto tempo...e pare que isso influencia tudo na minha vida. A escola, os amigos e os algo mais do que amigos. Acredito sempre que já passou quando as coisas melhoram, mas continuo a cair e quando uma coisa corre mal depois da outra é so mais um empurrão... Não é amor, não é ódio...não "tem" palavra.
Tive uma das melhores e também das piores noites dos últimos tempo. Fui tentar voltar ao normal, engoli o orgulho e enfrentei as coisas disposta a aceitar qualquer realidade por mais que me ferisse. Consegui ir, consegui divertir-me e deixar que se divertissem...mas estraguei tudo...não encontrei a força para não sentir. Senti o ambiente à volta e tocou-me...
Sorri, gastei energias, suei preocupações e senti-me feliz por nos termos aos quatro. Amigos depois de tantas histórias e de tantas confusões.

Mas pelos vistos nem tudo corre bem até ao fim. às vezes zango-me comigo por sentir assim. Porque não pode estar tudo bem? Sou sempre eu que complico.
Estou habituada a comunicar à distância, mas muitas vezes o virtual consegue dizer-nos mais do que o real...e magoar também. Agora fujo de saber a verdade. A verdade que sinto mesmo de longe, mesmo antes de ter acontecido por já se prever.

"E há palavras noturnas palavras gemidos
palavras que nos sobem ilegíveis à boca
palavras diamantes palavras nunca escritas
palavras impossíveis de escrever
por não termos conosco cordas de violinos
nem todo o sangue do mundo nem todo o
amplexo do ar
e os braços dos amantes escrevem muito alto
muito além do azul onde oxidados morrem
palavras maternais só sombra só soluço
só espasmo só amor só solidão desfeita"
Mário Cesariny de Vasconcelos- "You Are Welcome To Elsinore"

Fico sem ar para palavras, sem ar para enfrentar...acho que pela primeira vez não insisto em falar para resolver...as palavras nem sempre são o mesmo para mim e para ti e entre nós nunca foram ajuda para nada. Tenho vergonha de sentir isto, de falar disto...até porque o "isto" não tem palavra.

*

Away

Away

Porque é que quando estamos mais frágeis nos "apaixonamos" sempre das pessoas que estão mais tempo connosco? As que nos fazem sentir melhor por não nos lembrarem passado nenhum, por não nos pedirem nada, por não nos questionarem nada...
Digo apaixonar no sentido de precisarmos ainda mais delas, dos abraços, das pequenas atenções...
Vivemos num mundo em que o digital nos absorve, nos consome. Os mails, o Messenger, a própria música, o "online" de cada um. Parece que já faço uma distinção entre quem está online na minha vida e quem está ausente.
Estar sózinho quando tudo corre mal é complicado...

Tento procurar no que passou pessoas...mas nenhuma consegue amenizar este estado ou construir um sorriso. Não porque nao fossem importantes, porque não tenha sentido, mas este estado não permite que o passado, por melhores momentos que tenha tido, sirva de consolo a esta escuridão onde só uma presença real, que não está na memória podia entrar.

As fotos são as limpezas de uma galeria lá prás bandas da cidade onde nasci.

Emergency Exit

Emergency Exit

Os dias continuam sem nenhuma saída de emergência...

A foto foi tirada no elevador da minha casa, que continua a subir ao 6º andar e a descer ao R/C...mas o meu elevador anda numa em que não consegue descer mais, ou pelo menos já não há mais andares. O que é certo é que continua a descer. Perdi o R/C e a cave.

Porque é que as ideias nunca chegam...
"A tua cabeça não foi feita para pensar em Design!"
"Não sei como desenhas...ou se calhar até sei!"
--- comentários destes nunca foram fáceis de ultrapassar por mim, se calhar porque nunca os tinha ouvido, se calhar porque não sei afirmar nada meu quando me deitam abaixo... A confiança nunca foi muita, nunca estava suficientemente bom para...agora não sei se está mau, se está péssimo, ou se não é nada.

Porque é que não podemos viver so com os amigos, por mais que sejam bons?
Há alturas em que o ombro faz mais falta do que nunca e tudo se junta...

Onde está a saída de emergência????

Dias de Cão

Dias de Cão

De regresso de um fim de semana da suposta recuperação.
Há dias que nos deixam la mesmo no fundo...pensamos que somos maus mas chegamos a conclusão que somos ainda piores...

Semana de trabalho, ou melhor de refazer o trabalho todo! E semana sozinha (na cidade), porque supostamente estariamos todos de férias.

*